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Como o recrutamento está mudando para encontrar profissionais inovadores

terça, 23 de julho de 2019

Você já percebeu como o tema propósito de vida vem ganhando cada vez mais notoriedade? Acreditar que um trabalho deve cumprir mais do que apenas retorno financeiro faz parte dos valores da nova geração de talentos.

Mas o que é propósito de vida, afinal?

Propósito de vida são talentos em movimento! E nessa busca os jovens compreendem a vida profissional como uma extensão do que são e do que desejam viver e expressar. Ou seja, para garantir a retenção de talentos na sua organização é necessário acompanhar essas mudanças de comportamento.

Como criar uma boa relação entre um talento e a sua empresa? Tudo começa pelo processo seletivo.

Se você deseja preencher uma vaga com um perfil engajado, criativo e inovador, a forma como você realiza o recrutamento também deve ser assim. Afinal, não é apenas a empresa que escolhe um talento, ele também tem que escolher investir na sua organização.

Pois é, aquela velha, e ultrapassada, crença de liderança do ”eu mando, você faz”, não tem mais sentido algum para a geração jovem atual. Os novos comportamentos exigem que as empresas sejam cada vez mais humanas e enxerguem o indivíduo de forma ampla, encaixando seus talentos e necessidades nos lugares certos.

Acompanhando essa tendência, novas jornadas de processos seletivos estão sendo apresentados ao mercado, com práticas que trazem a criatividade e o dinamismo como carro-chefe, onde a experiência do candidato é tão importante quanto o preenchimento da vaga.

Algumas das novidades são etapas da seleção que unem Game Based com algoritmos comportamentais baseados na Neurociência, que, de forma leve e divertida, garantem relatórios sólidos e detalhados com características pessoais que irão impactar diretamente o desempenho do candidato dentro da empresa.

Essas informações permitem aos gestores alocarem corretamente cada talento nas funções que serão melhores aproveitados e que se sentirão mais realizados. Todos saem ganhando.

O mais bacana é que o candidato é avaliado de forma tridimensional, e não apenas por seu currículo, aparência ou conduta em um determinado momento – e ele percebe esse cuidado, gerando engajamento com a empresa e estímulo para oferecer suas melhores capacidades desde o início.

Talentos são humanos, invista neles.

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/como-o-recrutamento-esta-mudando-para-encontrar-profissionais-inovadores/ 

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Ações motivacionais: 6 ideias para renovar o ambiente de trabalho

segunda, 22 de julho de 2019

A motivação está relacionada ao nível de satisfação dos colaboradores à sua condição dentro da empresa em que trabalham. Quanto maior a satisfação, maior a motivação. Por isso, ações motivacionais são importantes para despertar o comprometimento e o engajamento dos colaboradores, a fim de ajudá-los a vencer os desafios diários no trabalho, trazendo uma performance mais eficiente.

A automotivação é algo muito importante, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. No entanto, todas as pessoas possuem algumas necessidades básicas, entre elas, a de serem reconhecidas. Nesse sentido, motivar colaboradores é uma atividade diária que requer habilidades e continuidade para renovar o ambiente de trabalho e proporcionar um clima mais positivo junto à equipe.

Separamos 6 ideias de ações motivacionais para renovar o ambiente de trabalho, em sua empresa. Acompanhe:

1. Construa espaços para sugestões

Para envolver a equipe e fazer com que seus colaboradores sintam que também são responsáveis pela empresa, faça uma caixa de sugestões ou quadro onde possam escrever suas ideias. Sempre dê um feedback, comunicando como a ideia será conduzida. Muitas sugestões contribuem para:

  • Reduzir os custos;
  • Aperfeiçoar os processos;
  • Otimizar o trabalho;
  • Alavancar a produtividade.

2. Comemore datas e conquistas

Use as datas comemorativas como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Mulher e outras para celebrar junto aos colaboradores. Enfeite e empresa e invista em pequenas lembranças.

Aposte também na comemoração do “aniversariante do mês”. Nesse evento, você pode reunir todos os colaboradores que fazem aniversário a cada mês para confraternizar e participar de um coffee break na própria empresa, por exemplo.

Se você tiver grandes equipes, convide apenas quem aniversaria no mês da ação para participar. Assim, é viável realizar o evento, sem comprometer a produtividade da empresa com horas paradas e sem necessidade de grandes investimentos. Ao longo dos 12 meses, todos terão participado.

3. Valorize as boas ações

Premie todos os colaboradores que entregarem mais que o solicitado em suas funções. Muitas vezes, o valor da premiação é secundário. Pequenas ações surtem um efeito muito grande: elogios em público são um bom exemplo.

Mas atenção: faça isso de forma ponderada, explicando para toda a equipe os resultados alcançados pelo colaborador. Desta forma, você neutraliza a ideia de que está privilegiando um, em detrimento dos demais.

4. Incentive a qualidade de vida

Incentive a prática de esportes e uma alimentação saudável. Você pode fazer isso criando convênios com academias de ginástica e restaurantes que comercializam comidas saudáveis, por exemplo. Se a empresa oferecer alimentação, veja a possibilidade de montar um espaço de comida saudável.

Além disso, premie bons resultados com horas de folga do trabalho. É um custo relativamente baixo para a empresa, mas que gera grande satisfação para os colaboradores.

5. Aposte no endomarketing

Torne a comunicação interna mais atrativa utilizando as técnicas de endomarketing, ou seja, trazendo o marketing para dentro da empresa. Antes de lançar os produtos e serviços no mercado, promova internamente a sua divulgação, fazendo um trabalho específico para a comunicação de informações estratégicas. Lembre-se: o funcionário é seu primeiro cliente. Você tem de vender bem a ideia do seu negócio para ele, antes de qualquer outra pessoa.

6. Crie a cultura do feedback

Mantenha os funcionários informados após reuniões e conversas. Acompanhe os processos e se certifique de que todos estão alinhados com as informações para o atingimento das metas individuais e da organização. Com a equipe mais entrosada, o clima organizacional melhora e os processos fluem mais naturalmente.

Fonte: http://blog.infinitimkt.com.br/acoes-motivacionais-6-ideias-para-renovar-o-ambiente-de-trabalho/

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Saúde mental e inteligência emocional são os novos desafios do mundo moderno

sexta, 05 de julho de 2019

O acúmulo de responsabilidades, a competitividade, o excesso de pressões e cobranças comuns no mercado de trabalho e os novos comportamentos desenvolvidos no mundo moderno têm aumentado os casos de depressão e Síndrome de Burnout – considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença resultante de estresse crônico e esgotamento mental e físico que não foram bem administrados. A OMS aponta que até 2020 a depressão será o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo e esse cenário gera um impacto na economia mundial de cerca de US$ 1 trilhão por ano.

Essa realidade tem sido um dos desafios atuais da sociedade. Para discutir como aumentar o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores, empreendedores e, consequentemente, a produtividade das empresas, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, realizou, no dia 4/7, o Congresso Fiesp – Bem-estar e felicidade, na sede da entidade. O evento contou com um dia inteiro de painéis e workshops sobre temas como propósito de vida, saúde mental, bem-estar, relações sociais, comunicação, alimentação, inteligência emocional, tecnologia e inovação no sistema de saúde e carreira.

Jornalista, locutora e escritora, Izabella Camargo foi diagnosticada com a Síndrome de Burnout em 2018 e, desde então, tem sido voz ativa para prevenir e desmistificar a doença. Ela abriu a programação do Congresso com o painel Saúde Mental e Felicidade e disse que encontrar o seu próprio limite em um mundo sem limites é fundamental para manter a saúde mental e conduzir a rotina de forma equilibrada e saudável.

Segundo ela, ser multitarefa e fazer um uso inadequado da tecnologia geram muitos impactos na saúde dos profissionais. “Se não pensarmos na educação digital vamos nos sobrecarregar com consequências infinitas”, afirmou a jornalista. Ela também pontuou que “vestir a camisa da empresa é totalmente diferente de se matar de trabalhar” e compartilhou suas experiências profissionais e o caminho que trilhou desde uma demissão inesperada até o diagnóstico da doença.

Dados da OMS apontam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo e o mais depressivo da América Latina. Em 2017, os episódios depressivos geraram mais de 43 mil auxílios-doença previdenciários, inserindo a depressão na lista das 10 doenças que mais afastaram os brasileiros do mercado de trabalho, de acordo com a Previdência Social. Izabella destacou que, em 2018, o número de licenças relacionadas a doenças neuronais aumentou em 12% se comparado a 2017. Entre elas estão, além da depressão e da Síndrome de Burnout, o transtorno de personalidade e o déficit de atenção.

A jornalista ainda brincou que se tivesse apenas um minuto de palestra, diria que “dormir não é perda de tempo” e comentou sobre a importância do sono para a saúde. “Falar sobre saúde mental é um tabu, mas o movimento já começou e nós temos que olhar para a saúde mental com mais acolhimento e ela interfere na saúde financeira”, acrescentou Izabella que comemorou a inclusão da Síndrome de Burnout pela OMS na Classificação Internacional de Doenças, que lista enfermidades que serão prevalentes nos próximos anos.

Atleta corporativo

Assim como os atletas esportivos e de alto rendimento, os profissionais que atuam em outras áreas no mercado de trabalho devem se encarar como atletas, por que não um atleta corporativo? Trabalhar a qualidade de vida e a saúde individualizada para um alto rendimento profissional é importante em qualquer ocupação. Em painel sobre o assunto, o psiquiatra Honório Yamaguti disse que um atleta corporativo necessita das melhores condições mentais e físicas.

“Apesar do reconhecimento de que isto é verdadeiro, poucos sabem como fazer isso”, esclarece. Ele apresentou o uso de nutrientes (vitaminas, aminoácidos e minerais) como fundamentais no tratamento das doenças mentais e como estas descobertas estão conectadas com os avanços das neurociências na busca de uma melhor performance mental e cerebral.

É impossível falar de qualidade de vida e bem-estar sem citar a alimentação como uma das grandes protagonistas.  “A alimentação e o tipo de alimento que nós consumimos estão diretamente relacionados à qualidade de vida e bem-estar, pois nós ingerimos nutrientes se nós escolhermos alimentos bons e saudáveis”, disse a nutricionista Caroline Trevisan.

“Se a alimentação é negligenciada, nós desenvolvemos muitas doenças crônicas como a diabetes, hipertensão, colesterol alto, mas também as doenças mentais. A gente sabe hoje que o déficit de nutrientes leva ao desenvolvimento de ansiedade, depressão, síndrome do pânico. Então, a alimentação tem um peso muito grande quando a gente busca bem-estar e performance em qualquer aspecto da vida”, finalizou Caroline.

Inteligência emocional

Não ensinam a lidar com as emoções na escola”, disse Sâmia Aguiar, psicóloga e mestre em Neurociências e Comportamento, no painel sobre Inteligência Emocional.  Ela destacou que entender e lidar com suas emoções é tão importante quanto o aprendizado de matérias como matemática, ciências e português, e revelou cinco fatores-chave para a inteligência emocional: alto grau de autoconsciência, gerenciamento do humor, automotivação, empatia e manejo nos relacionamentos.

Para aplicar os fatores chave na prática, ela sugeriu 10 ideias eficazes e cientificamente comprovadas: meditação mindfulness, escrever sua emoção, psicoterapia cognitiva, mudar a fisiologia (transformar o foco, sair da tensão), praticar a respiração profunda, envolver-se em uma pequena tarefa (ajudar alguém), desenvolver o humor, ser um resolutor de problemas, resignificar as experiências e desenvolver o otimismo.

Sâmia alerta que as emoções impactam na performance e produtividade. “Eu não consigo ser produtivo, aprender e ser criativo se eu estiver estressado, deprimido e desmotivado”, disse. “Outra coisa que precisamos lembrar é que, essencialmente, as emoções são boas, a raiva bem utilizada nos direciona para os nossos objetivos, gera conflito, mas pode me impulsionar na direção dos meus desejos. O medo nos protege ou paralisa. A gente precisa canalizar as emoções de uma forma positiva e isso tem a ver com inteligência emocional. Somos aquilo que vivemos, somos formados pelas nossas experiências que tornam nossa realidade. A emoção chama para a ação”, completou.

Claudia Faria, fundadora da Yoga Adventure, surpreendeu ao falar que a melhor amiga das emoções é a respiração, “um veículo fundamental para dirigir a inteligência emocional”. “A respiração é um instinto. É o único ato do nosso corpo que trafega nos nossos sistemas neuronais: inconsciente e consciente. E pasmem, para todo padrão emocional existe um padrão respiratório”, garantiu.

Fonte: https://www.fiesp.com.br/noticias/saude-mental-e-inteligencia-emocional-sao-os-novos-desafios-do-mundo-moderno/ 

 

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Começam a surgir cargos divididos e a semana semana de quatro dias

quarta, 05 de junho de 2019

Carolina Mazziero e Liana Fecarotta, ambas diretoras de recursos humanos da Unilever, estão trabalhando somente três dias por semana— ao invés dos tradicionais cinco — desde abril. Assim como a jornada, o salário das duas profissionais também foi reduzido, e agora elas recebem 60% do que ganhavam antes. “Trabalhando 60% do tempo, as duas recebem 60% do salário e os benefícios seguem a mesma lógica”, explica Luciana Paganato, vice-presidente de recursos humanos da multinacional.

 

Não se trata de uma redução forçada da jornada em função de um corte de custos da empresa. Trabalhar menos foi uma escolha das duas executivas, que agora compartilham o mesmo cargo e se dividem entre as tarefas da função, em um modelo que a Unilever está chamando de “job sharing” ou cargo compartilhado.

 

Pela organização feita, nenhuma das duas trabalha às sextas-feiras e há dois dias na semana em que Carolina e Liana estão simultaneamente na companhia para alinhar o trabalho e fazer reuniões presenciais com a equipe.

 

A ideia do “job sharing” surgiu de uma conversa entre as duas diretoras. Elas estavam passando por um momento de vida em que gostariam de ter mais tempo para se dedicarem aos filhos e aos estudos. Carolina, que tem dois filhos, estava prestes a voltar de licença-maternidade, e Liana, também mãe de dois, gostaria de ter mais tempo para a família e os estudos. Juntas, começaram a imaginar como seria dividir a mesma função e trabalhar menos. “Nós já havíamos tido contato com profissionais da companhia em outros países que faziam “job sharing” e sabíamos que era possível. Então, quando elas me trouxeram a ideia, recebi a sugestão positivamente”, diz Luciana. “Fizemos algumas consultas internas para pensar em como estruturar o novo modelo, montei a proposta, apresentei para o ‘board’ e eles aprovaram.”

Luciana Paganato é vice-presidente de RH da Unilever Brasil, empresa que está testando pela primeira vez o “job sharing”

A experiência do cargo compartilhado está relacionada à vontade da Unilever de ter novos formatos de trabalho, segundo Luciana. “O modelo é uma evolução das iniciativas de flexibilidade já existentes, como horário flexível e home office, e atende ao anseio de jovens talentos e profissionais que desejam um modelo mais colaborativo, inovador e diverso”, diz a executiva. “Enquanto os funcionários ganham flexibilidade para acomodar demandas pessoais, sem abandonar suas respectivas carreiras, a companhia ganha em produtividade e inovação.”

 

Operações da Unilever em outros países, como Inglaterra, Holanda e Austrália, já praticam o “job sharing” há mais tempo e a intenção é que a modalidade possa seja ampliada. “Como é a primeira vez que a Unilever Brasil experimenta esse formato, tudo ainda é novo, mas a intenção é oferecer essa possibilidade para outros funcionários”, explica Luciana. “Após seis meses vamos avaliar os aprendizados, as oportunidades e os próximos passos.”

 

Outra multinacional que tem algo semelhante é a Bosch, com mais de 8 mil funcionários no Brasil. Além de oferecer home office, a empresa tem a modalidade de jornada parcial, que permite ao funcionário exercer suas atividades em uma carga horária semanal reduzida de até 30 horas. Paula Pessoa, gerente de recursos humanos da Bosch América Latina, explica que a empresa não tem formalmente em sua política a modalidade “job sharing”, mas afirma que ela é possível caso existam duas pessoas com jornada parcial cumprindo uma atividade complementar. “A jornada reduzida é uma possibilidade para todos os colaboradores das áreas administrativas e a carga horária semanal de até 30 horas pode ser distribuída conforme a necessidade do funcionário e da empresa. É importante que haja interesse do colaborador e a validação do gestor para que os resultados sejam positivos para todos”, diz a executiva.

 

Para ela, novas formas de trabalho estão alinhadas com as mudanças nas relações entre empregador e empregado. “Além de oferecer ao colaborador mais qualidade de vida, a jornada flexível traz impactos positivos no clima organizacional, deixa o profissional mais motivado e possibilita que a empresa conte com pessoas qualificadas que, por vezes, não têm disponibilidade para trabalhar em jornada integral ou 100% presencial na empresa”, diz Paula. Desde que a companhia começou a implementar a jornada flexível, em 2013, foram observados impactos positivos na gestão por resultado, na prática da autonomia, na delegação, na confiança nas equipes e na atração de talentos.

 

A semana de trabalho reduzida, ainda bastante incipiente, vem ganhando espaço nos debates de recursos humanos. Em janeiro deste ano, o tema chegou a Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. A justificativa é que trabalhar menos poderia trazer uma série de benefícios aos trabalhadores e às empresas. “Nós temos boas experiências mostrando que, ao reduzir o número de horas de trabalho, as pessoas são capazes de focar sua atenção com mais eficiência, produzindo com mais qualidade e criatividade. As pessoas também são mais leais às organizações dispostas a oferecer flexibilidade, por se preocuparem com os funcionários fora do trabalho”, disse Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton School, escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, durante o Fórum.

 

O ponto de vista de Grant é amparado em pesquisas e experimentos que mostram que a semana de trabalho mais curta pode deixar as pessoas mais felizes e produtivas.

 

Na Nova Zelândia, a empresa Perpetual Guardian se submeteu ao teste de retirar um dia inteiro da semana de trabalho. Em março e abril do ano passado, a empresa pediu aos seus 240 funcionários que trabalhassem quatro dias por semana — ao invés de cinco — com a mesma remuneração e pacote de benefícios. A jornada semanal teria, então, 30 horas, e a quantidade de trabalho seria a mesma de uma semana normal.

 

Pesquisadores da Universidade de Auckland entrevistaram os funcionários antes e depois do experimento e constataram um aumento no engajamento da equipe. O comprometimento passou de 68% (antes do teste) para 88% (depois), enquanto que a motivação subiu de 66% para 84%. A experiência também gerou uma percepção melhor sobre o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, com o índice passando de 54% para 78%, enquanto o nível de estresse caiu sete pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a liderança da companhia informou que a produtividade se manteve, com ligeira melhora na maioria das equipes. Com o resultado da experiência, a empresa neozelandesa decidiu adotar a semana de trabalho de quatro dias de forma permanente.

 

Apesar de existirem casos pontuais já implementados de redução da jornada de trabalho e de a discussão vir à tona entre profissionais e pesquisadores, há uma barreira cultural impedindo que o assunto avance. “A lógica da vigilância e do controle do trabalho ainda é muito forte”, afirma Vanessa Cepellos, professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Eaesp). “Em muitos lugares ainda é mais importante estar presente fisicamente oito horas no escritório, mesmo que o funcionário não esteja produzindo. É uma rotina que acaba sendo mais importante do que a produção em si.” Ela reforça, no entanto, que o trabalho flexível é, sim, uma tendência. “Faz parte de uma ideia de futuro do trabalho, considerando o contexto dinâmico que a gente vive.”

 

Coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas (Progep) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Joel Dutra corrobora o pensamento da professora. “A flexibilização do trabalho é uma tendência muito forte, e não só em termos de jornada, mas inclusive em relação ao tipo de vínculo empregatício”, afirma. Mas ele também pontua a questão cultural como entrave. “Há resistências culturais por parte das lideranças. Somente empresas mais modernas em termos de gestão partem para a total flexibilização.”

 

Fábio Affonso, professor de comportamento organizacional do Ibmec SP, vê com bons olhos a prática e não acredita que ela possa gerar uma sobrecarga de trabalho. “É uma resposta ao mundo estressado que vivemos. Se bem estruturada, a prática não vai gerar mais trabalho, mas há o desafio de lidar com o comportamento egóico dos gestores. Quando um deles toma decisão, o outro precisa aceitar. A sintonia disso é o desafio.”

 

Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que, ainda hoje, um terço da força de trabalho global trabalha mais do que 48 horas por semana, apesar de a instituição ter observado progresso substancial na redução de horas trabalhadas em muitos países desde a adoção da Convenção Número 1, de 1919, que definiu a jornada de oito horas diárias e 48 semanais. No estudo “Expediente e o Futuro do Trabalho”, publicado em 2018, a OIT afirma que há diversas razões para se considerar a redução da jornada. “Horas de trabalho mais curtas são positivamente associadas a uma maior produtividade devido à redução da fadiga, motivação do trabalhador, diminuição do absenteísmo, menores riscos de erros e acidentes de trabalho e à redução da rotatividade. Jornadas mais curtas também tendem a reduzir problemas de saúde ocupacional e custos associados à assistência médica, além de melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, pontua o estudo.

 

Cerca de três anos atrás, a indústria automobilística adotou a semana reduzida de trabalho, mas por outro motivo: a crise. Com a produção de veículos em queda, essa foi uma das soluções encontradas pelas empresas do setor para segurar as demissões. Com a retomada das vendas, a jornada de cinco dias retornou.

FONTE: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2019/08/01/comecam-a-surgir-os-cargos-divididos-e-a-semana-de-quatro-dias.ghtml

 

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Levantamento global aponta as 10 profissões do futuro na área administrativa

quarta, 05 de junho de 2019

Assistente virtual e especialista em diversidade estão na lista

Os avanços tecnológicos e a transformação do mercado de trabalho têm feito emergir novas profissões e funções na área administrativa. De acordo com levantamento da Robert Half, funções ligadas ao e-commerce e à área de e-learning se destacam pelo volume vagas, enquanto outras como especialista em diversidade e gerente de bem-estar estão ligadas à necessidade de promover um ambiente equilibrado e harmonioso nas empresas.

Dentre os novos cargos, a função que oferece mais oportunidades para quem está no início da carreira é a de Assistente virtual, em que o funcionário pode trabalhar a partir de casa e, em alguns casos, é exigida apenas formação técnica. Os salários estão entre R$ 1,5 mil a 4 mil. Por outro lado, a posição que oferece a maior faixa salarial é a de Gerente de Talentos, chegando a R$ 26 mil, pelo nível de experiência exigido e também pelo momento econômico do Brasil.

Confira a lista com os 10 cargos do futuro na área Administrativa, de acordo com 2.909 gerentes de operações de companhias de diversos países, entre eles, 300 do Brasil.

  1. Especialista em e-commerce/ gerente de compras on-line (opinião de 41% dos gestores)

O que faz: Organiza o formato do negócio, monta o site e define o portfólio. Em grandes varejistas, esses profissionais também cuidam de todo o canal de vendas, incluindo a precificação, o ciclo de entrega e a satisfação do cliente.
Perfil: Arrojado e multitarefa, com forte viés na área comercial, visão de negócio e rentabilidade. Voltado para profissionais de administração, engenharia e logística.
Salário: R$ 6 mil a R$ 18 mil.

  1. Gerente de e-learning (40%)

O que faz: Atua como gerente de treinamentos de cursos virtuais oferecidos pela empresa, que podem ser contratados de outras instituições de ensino ou elaborados internamente.
Perfil: Profissional da área de recursos humanos, em geral com perfil mais analítico e formação em cursos de humanas, além de conhecimento de outros idiomas. Para profissionais de outras áreas que queiram migrar, há cursos técnicos para essa especialidade, com certificações curtas.
Salário: R$ 10,5 mil a R$ 23 mil.

  1. Consultor de transformação digital (40%)

O que faz: Responsável pela interface de migração dos meios tradicionais para digitais, incluindo estratégia de redes sociais.
Perfil: Pode ter formação em TI, marketing, publicidade e jornalismo. É um profissional com alto domínio de tecnologia, comunicativo e analítico. É alguém que consegue projetar, por exemplo, os possíveis resultados de um investimento em mídias sociais.
Salário: R$ 4,5 mil a R$ 9,5 mil.

  1. Assistente virtual (38%)

O que faz: Atua como um assistente técnico ou um secretário, mas na modalidade home office, dando suporte para uma ou mais empresas.
Perfil: Geralmente a formação é técnica ou graduação em secretariado ou administração. Na avaliação da Robert Half, esta é a função com mais oportunidades para quem está em começo de carreira.
Salário: R$ 1,5 mil a 4 mil.

  1. Gerente de customer experience (34%)

O que faz: Parecido com gerente de atendimento ao cliente, tem como foco o que pode ser feito para melhorar a experiência do cliente no futuro, além de atrair novos compradores. Faz pesquisas para desenvolver ações de melhorias.
Perfil: As características exigidas por esse profissional lembram às de um gestor de vendas, com visão de mercado focada em ampliar a participação da empresa. Possui senso de dono, com boa capacidade analítica.
Salário: R$ 9,5 mil a R$ 18 mil.

  1. Especialista em diversidade (32%)

O que faz: Responsável pela retenção de funcionários e atração de talentos garantindo que a diversidade de raça, gênero e cultura exista na empresa.
Perfil: Habilidade para se comunicar com os mais diferentes níveis hierárquicos. Multitarefa, carismático e sensível ao clima organizacional.
Salário: R$ 11 mil a R$ 25 mil.

  1. Gerente de talentos (28%)

O que faz: Foco na retenção e desenvolvimento de talentos. Participa ativamente nas linhas de negócios, buscando os profissionais necessários para cada momento da empresa ou de uma área específica. Planejamento de sucessão também é de sua responsabilidade.
Perfil: Generalista de recursos humanos ou com histórico em desenvolvimento humano e treinamentos. Deve ser alguém provocativo para gerar questionamentos positivos, comunicativo e com habilidade de raciocínio lógico. Formação em humanas, especialmente na área de psicologia ou administração.
Salário: R$ 12 mil a R$ 26 mil.

  1. Gerente de engajamento (27%)

O que faz: Atua para melhorar o clima de trabalho e o engajamento interno (entre funcionários e áreas) e externo (clientes, fornecedores e meio-ambiente).
Perfil: Multitarefa, com habilidade de transitar bem entre todos os níveis e áreas da empresa, boa capacidade de relacionamento interpessoal, analítica e de pensamento estratégico. Geralmente é uma pessoa que já passou pela área de marketing, comercial ou de recursos humanos.
Salário: R$ 11 mil a R$ 20 mil.

  1. Gerente de bem-estar (26%)

O que faz: Promove ações internas para melhorar o bem-estar dos funcionários e, consequentemente, o clima organizacional.
Perfil: Em geral é um profissional de recursos humanos que se especializou nessa função.
Salário: R$ 7 mil a R$ 13 mil (P/M) e R$ 11 mil a R$ 20 mil (G).

  1. Gerente de recrutamento (25%)

O que faz: investiga as necessidades de cada área para recrutar e selecionar profissionais de modo assertivo.
Perfil: ágil e multitarefa. Resiliência é também um fator essencial para se dar bem na função.

 

Fonte: https://www.abrhbrasil.org.br/cms/materias/noticias/pesquisa-aponta-as-10-profissoes-do-futuro-na-area-administrativa/ 

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Temporários

segunda, 03 de junho de 2019

O Grupo Only One, mais uma vez se antecipa, trazendo três matérias recentes, mostrando que a instabilidade do mercado no cenário atual, aquece a contratação de TEMPORÁRIOS.

“Em momentos de incertezas na economia, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, sem saber ao certo o que vai acontecer. Nesse sentido, considerando uma possível demanda da empresa, o trabalho temporário é a alternativa mais viável para atender a demanda de flexibilidade e de rápida mobilização de mão de obra. Estamos passando por um momento de sutil estabilidade, o que trouxe para as empresas a possibilidade de voltarem a contratar, aos poucos, conforme o cenário vai evoluindo. E o trabalho temporário se destaca nesse contexto, pois é a única modalidade de contratação com prazo flexível na legislação trabalhista brasileira.”

Segundo Michelle Karine, presidente da Asserttem, em momentos de incerteza na economia não convém às empresas investir em despesas fixas. Nesse sentido, “o trabalho temporário é a alternativa mais viável para atender a demanda de flexibilidade e de rápida mobilização de mão de obra”.

Sendo assim, nos mantemos a inteira disposição para efetuarmos a contratação para você com ética e excelência no nosso trabalho, mantendo a confiança de sempre. Consulte-nos.

 

BOM DIA BRASIL
Três mil novos empregos temporários foram abertos por dia no início do ano
Reforma trabalhista permitiu que as empresas prolonguem o contrato por maistempo, abrindo oportunidade para efetivação.

https://globoplay.globo.com/v/6896028/

 

Trabalho temporário registra alta no primeiro trimestre
Pesquisa da Asserttem e da Caixa conclui que o número de vagas temporárias aumentou 17,4% entre janeiro e março

https://noticias.r7.com/economia/trabalho-temporario-registra-alta-no-primeiro-trimestre-24072018

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